Curiosa pra saber onde estão os triatletas negros? Eles estão aqui, nessa lista com algum dos pioneiros em atividade no esporte. Exemplos de superação, Eles inspiram milhares de pessoas por onde passam. Falam sobre o esporte que a gente ama e nos fazer acreditar que podemos ir um pouquinho mais longe.

Essa lista está longe de esgotar o assunto, os tri atletas negros são muitos das pistas, nas piscinas e nas ciclovias. Tem treinado forte contra seus obstáculos pessoais e contra o racismo, ainda que estejamos na era dos primeiros profissionais.

Tiago Vinhal, o afrobrasileiro no Ironman

Enquanto eles vivem do esporte, eu ainda preciso dar aulas e manter minha empresa. Nos intervalos, eu treino com todo afinco. É matar um leão por dia mesmo. Todas as pessoas que estão torcendo por mim estão sendo importantes para o meu bom desempenho.”

Tiago Vinhal

Tiago Vinhal, arquivo pessoal.

Tiago Vinhal, arquivo pessoal.

Tiago Vinhal não é apenas um rostinho bonito. A pessoa nada desde os 3 anos e já fez todo tipo de esporte. Pode ter sido surpresa para alguns o fato de o jovem mineiro ter conquistado o feito de ser o primeiro negro a participar profissionalmente de um Ironman no Hawaí. Porém isso sempre esteve em seus planos, quem não se lembra de o triatleta completado o feito desumano de estar em duas provas no mesmo mês enquanto desponta no cenário internacional?

O depoimento do Tiago fala sobre o fato de que a vontade de querer ser tri atleta e um coração de aço muitas vezes não são suficiente para praticar o esporte. Preciso ter acesso ao mínimo de equipamento, ter acesso à piscina, treinador, alimentação balanceada, bicicleta adequada, academia, etc. E o mais legal é que ele fala abertamente sobre o caráter racial do seus feitos, no seus planos Tiago não está sozinho. Nós estamos com ele e muitos outros virão.

Daniel Meyer, a força vegana

“O que eu tento trazer para as pessoas é mostrar que não tem necessidade de ser uma dieta cara.

Daniel Meyer

Crédito da Foto( Cesar Carvalho e Murilo Rafael de Souza)

Daniel Meyer. Crédito da Foto: Cesar Carvalho e Murilo Rafael de Souza.

Talvez associar o nome de Daniel Meyer à expressão “Força Vegana”, não seja o mais adequado porque seu fundador se desligou do grupo em 2016. O desligamento aconteceu porque o triatleta claro em uma entrevista ter se alimentado de proteína animal durante viagens, de maneira esporádica e em circunstâncias não exploratórias. Tudo aconteceu em uma viagem de três meses.

Apesar dessa controvérsia, Daniel Maia permanece como um dos grandes exemplos do triatlo e ultramaratonismo. Inspirou milhares de pessoas a praticar o esporte, superando adversidades e lutando pelos direitos dos animais. E falando que uma dieta vegetariana pode ser mais barata e mais prazerosa do que as pessoas costuma pensar.

Max Fernell, o primeiro pro americano

“A sociedade tentar nos convencer de que seremos bem sucedidos Como homens negros apenas se fomos jogadores de basquete, de futebol, ou algum tipo de artista musical.”

Max Fernell

Max Fernell, arquivo pessoal.

Max Fernell, arquivo pessoal.

Muitas vezes me perguntei porque gosto tanto de triatlo. E aos poucos fui entendendo que a pergunta está errada, porque eu não deveria gostar? Não se trata de sofrer, embora isso faça parte do dia-a-dia de um triatleta. Mas tem haver com aventura, com ideia de nunca desistir apesar de todas as adversidades, com a ideia de superar os pequenos e grandes obstáculos como metáfora de vida.

Talvez seja esse o sentido que tem um esporte para o primeiro homem negro a competir profissionalmente nos Estados Unidos, Max Fernell. Ele foi diagnosticado muito cedo com déficit de atenção e hiperatividade, vivendo o triatlo para expressar a sua força de vontade inquebrável diante das adversidades. Desde 2014 tem completado diversas temporadas de sucesso. E como ele não pára, se tornou empresário abrindo uma cafeteria.

Mhlengi Gwala, o imparável

“Um ataque com serrote não vai me impedir de fazer o que eu amo”

Mhlengui Gwala

Mhlengi Gwala. Image: Facebook/IRONMAN South Africa.

Mhlengi Gwala. Image: Facebook/IRONMAN South Africa.

O triatlo é um esporte lindo, porém inacessível, elitista, racista. Atletas estamos lutando para mudar essa realidade e quando fazemos isso, nos deparamos com todo tipo de violência. Uma delas é o racismo, que tentará nos impedir a todo custo de participar de provas, até mesmo de praticar o esporte de forma amadora.

É o que aconteceu com Mhlengi Gwala, triatleta sulafricano que sofreu um ataque enquanto pedalava. Abordado por dois homens, ofereceu seu celular e sua bicicleta, mas a violência não parou por aí. Tentaram arrancar suas pernas com serrote. Mas foram surpreendidos por transeuntes. A boa notícia é que apesar das profundas lesões, o triatleta voltou a treinar apenas quatro meses após o ataque, com uma vontade de ferro.