Veganismo - Preta.Rocks

Veganismo

Veganismo
Infelizmente, um vegetariano pode comer muita porcaria. Pior, engordar só comendo só coisas saudáveis. Tanto que consegui me manter 20/30 quilos acima do peso por muito tempo, mesmo sendo “saudável”. Como muita gente, meu maior problema ainda é comer como se não houvesse amanhã.
Entretanto, preciso dizer que minha dieta pode ser considerada radical para alguns. Como assim? Sem açúcar? Sem mel? Sem um inocente licorzinho? Sim, é sobre isso que vou falar: Veganismo. Meu respeito pelo que você come me autoriza a falar sobre o que eu como, sem reservas. O único objetivo é mostrar que mudar dá trabalho, mas pode ser muito bom.

DOCE? SÓ DE FRUTA!

Sempre adorei um pote de “meio quilo” da Häagen-Dazs. Tomava todos os dias para me acalmar. Acontece que o potinho inocente tem 1080 cal, 63g de gordura. Outro esporte era mamar leite condensado. Como diz o fabricante, é leitinho “puro é delicioso”: hoje me espanta saber que uma lata equivale a aproximadamente 1300 calorias ou 2h de esteira.

Agora, café da manhã costuma tem que ser sugar free: aveia, caldinhos, linhaça, sementes, chá sem açúcar. E se der vontade, tentar esquecer o adoçante e pensar em frutas. Mas se bateu aquela vontade de comer açúcar em forma de trigo, que venham as farinhas integrais, orgânicas. Sempre em pouca quantidade.

Até adoçantes parei de usar todo dia. Hummm, melhor, estou parando.

Resultado? Parei de sentir calores, náusea, entorpecimento físico e mental. Consigo perceber o quanto as frutas podem ser doces, o gosto dos chás, do café. O açúcar é uma droga pela qual fui sou viciada, preciso me policiar. Mas durante a TPM ainda não consigo evitá-lo, confesso. O mínimo que dá para fazer é comprar o mascavo ou demerada.

Pois é, mesmo tentando, não dá pra escapar: muitas vezes o açúcar é maliciosamente escondido. No taff man E, na mostarda, nos chicletes. Mas há vitórias: a barrinha de cereais foi substituída por frutas fáceis de carregar como banana, maça, pera.

Chocolate? Não sinto mais vontade. Mas quando comia, ele era vegano, com alto percentual de cacau. Antes adorava Toblerone e um Suflairzinho. Hoje, mal consigo sentir o cheiro. Bebidas álcóolicas? Raramente. Mas uso muito gengibre para fazer quentão e licor sem álcool. Parece que tem pinga, mas tem não. =)

HIDRATAÇÃO

Não entendo como se mata a sede com cerveja, com refri. Refrigerantes têm açúcar, viciam. Como têm sódio, aumentam a pressão sanguínea. Por causa do benzeno, podem causar câncer. São gaseificados, prejudicam a abosrção de cálcio. Podem desencadear a obesidade, síndrome metabólica, aumento da gordura abdominal, pressão arterial elevada…

Mas não é só por isso que não tomamos refrigerantes. Após um tempo, desgostei mesmo do sabor. São muito doces, artificialescos, ofensivos. O gás queima a língua. Se é pra tomar algo doce, que seja suco de fruta. Mas e os refrigerantes enriquecidos? Bem, os nutrientes contidos nos alimentos in natura são melhor utilizados do que aqueles encontrados em qualquer produto industrializado.

Abandonando o refri também “aprendi” a beber água. Acontece que gosto de beber água somente na academia. Na esteira, bebo muita água. Em casa, não consigo. Tanto que sentia muitas dores nos rins antes. Bebia muito pouco. Sobretudo nos dias frios.

Tentei tomar muito chá, sem açúcar claro. Mas descobri que você pode se desidratar tomando chá diurético. É o mesmo efeito da cerveja. Bebeu, mijou. Então não tem jeito. Tem que beber água. O resto é lenda urbana.

ESCOLHENDO AS GORDURAS

Adorava-va-va comer muito pão frânces com muita manteiga, muito bacon, muito queijo, um pouco de tomate, um pocuo de cebola. Jogava tudo no pão e esquecia da vida. Tudo ornado com folhas de alface, claro. Eram os meus “sandubas de panela”.

Hoje, meu pecado é comer pipoca. Passo mal de tanto comer. Só não é pior pois não uso óleo. E não só pipoca. Em casa quase tudo é sem óleo: feijão, pão de queijo (pro Rogério), macarrão. Um litro de óleo dura décadas na minha casa. Frituras? Nunca mais. Azeite a gente gasta muito: geralmente é usado à mesa, para não ser “frito” e manter suas qualidades nutritivas.

O “problema” são as castanhas, nozes, sementes: gergelim, linhaça, semente de girassol, de abóbora, amendoim. São ótimas para a saúde, fazem o trato digestivo funcionar que é uma beleza. Mas como são deliciosas, tenho de consumir com cuidado. Funcionam como o azeite: uma colher de sopa equivale a 100 calorias, em média.

NADA DE ORIGEM ANIMAL

Quanto falamos que somos vegetarianos, temos de explicar o que comemos. Muito simples: todo o resto. Agora estou me tornando vegana: sem carne vermelha, sem carne branca, sem ovos, sem leite e derivados, sem mel. Mas com muita ervilha, feijões de todo tipo, cereais. Sempre em associação com gordura do bem. São nossas fontes de proteína.

O único problema é que realmente adoro ervilhas e feijões. Mas 100g de ervilha verde tem 84 calorias. E quem consegue comer só 100g de ervilha bem temperadinha com toque indiano? Tudo aquilo que sofria com o macarrão, hoje sofro por ervilhas e feijões… Mas vamos combinar… Já é um tantinho melhor.

CUIDADO COM AS PORÇÕES

Como disse antes, comer produtos naturais em grande quantidade também engorda: aveia, ervilha, feijões, castanhas, azeite. Só que é não é recomendável deixar de comê-los pois serem “muito” calóricos. Então, a solução foi diminuir as porções. E como fazer isso? A gordinha continua aqui, insaciável…

O único jeito foi deixar que ela comesse em grande quantidade, mas só alimentos de baixo valor calórico: pipoca sem óleo, salada, legumes no vapor, palmito lavado, cogumelos. E se ela tem vontade de comer doce, tento antes de mais nada, tomar suco de gengibre com limão e adoçante. Faz mal, mas quando não tem jeito, é o jeito.

Quando tudo isso não é possível, me lhor relaxar. Quero mutio ser vegana, mas há dias em que tenho vontade de comer pizza de requeijão com brócolis. Nesses dias, como pizza. Se der vontade de comer doce, como doces. O bom é saber que esses hábitos desaparecem aos poucos.

Antes, comia bolo (com leite, ovos, muitas castanhas e muito açúcar) e baba ao rum todo o final de semana. Aos finais de semana, batia carteirinha nas docerias. E é claro, na pizzaria também. Ah, tinha a pastelaria, o cara que vendia caldo de cana, o restaurante preferido. Hoje, não sinto mais vontade.

O segredo? Uma gulodice ao dia. Depois uma e somente uma por semana, uma vez por quinzena, uma vez por mês. E se preparar para dizer não hoje, pensando que o mundo não vai acabar. Amanhã, o restaurante preferido ainda estará no mesmo lugar. Que tal ir lá depois de uma semana bem corrida?

UM DIA A CASA CAI: COMPULSÃO

Não é possível mudar os hábitos de décadas em apenas um ou dois anos. Para mim, o mais difícil são as TPMs. Muitas vezes, tudo isso que falei acima não funciona e… Volto aos hábitos antigos. Mas tento relaxar, conversar com meu marido. Perceber que não quero comida, quero outra coisa. Por outro lado, já aconteceu de eu passar pelo ciclo sem nem perceber. Quando dei por mim, a TPM já tinha vindo e ido embora. Delícia!

CONCLUSÃO

Bem, espero ter ajudado a você leitor de alguma forma. como disse antes, meu intuito não era mostrar que caminho seguir. Pretendia mostrar que fazer de outra maneira pode ser viável, desde que você persista. Mudar o que a gente come é factível. Mas é como correr, requer treino e acreditar que vai dar certo.

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